EVIDÊNCIA E RASTREABILIDADE

Fontes e Critérios Científicos

Referenciar não é apenas adicionar links. É escolher fontes adequadas à pergunta, compreender seus limites e representar a força da evidência de maneira proporcional.

01

Fonte adequada para cada pergunta

Uma diretriz clínica, um ensaio randomizado e um estudo observacional respondem a perguntas diferentes. Por isso, não tratamos todos os desenhos de estudo como equivalentes nem usamos um resultado isolado para substituir o conjunto da literatura.

Quando possível, preferimos fontes primárias, revisões sistemáticas, consensos, diretrizes e documentos de instituições públicas ou acadêmicas reconhecidas.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

O que observamos em uma fonte

Qualidade não depende apenas do nome do periódico. O desenho, a amostra, os métodos, os desfechos e as limitações importam.

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Relevância

A fonte realmente responde à pergunta abordada ou apenas tangencia o tema?

02

Desenho do estudo

A metodologia é adequada para inferir associação, eficácia, segurança ou causalidade?

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Tamanho e população

Quem foi estudado e até que ponto os resultados podem ser generalizados?

04

Consistência

Os resultados convergem com outras evidências ou são um achado isolado?

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Atualidade

Há diretrizes, revisões ou alertas mais recentes que mudem o contexto?

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Conflitos e limitações

Financiamento, vieses, perdas de seguimento e outras limitações devem ser considerados na interpretação.

HIERARQUIA PRÁTICA

Como combinamos diferentes evidências

  1. 01

    Revisões e diretrizes

    São especialmente úteis para compreender o panorama geral e recomendações consolidadas.

  2. 02

    Ensaios clínicos

    Ajudam a avaliar intervenções, benefícios e riscos em condições controladas.

  3. 03

    Estudos observacionais

    Contribuem para associações e efeitos de longo prazo, mas exigem cautela com fatores de confusão.

  4. 04

    Estudos mecanísticos

    Podem explicar plausibilidade biológica, mas não são suficientes, sozinhos, para afirmar benefício clínico.

  5. 05

    Fontes institucionais

    Agências regulatórias, órgãos de saúde e sociedades profissionais ajudam a contextualizar segurança e políticas.

O QUE NÃO É PROVA SUFICIENTE

Popularidade não substitui evidência

Depoimentos individuais. Experiências pessoais podem gerar hipóteses, mas não demonstram eficácia.

Viralização. Repetição em redes sociais não aumenta a qualidade de uma alegação.

Estudo isolado. Um resultado chamativo precisa ser comparado com o conjunto da literatura.

Autoridade sem referência. Prestígio ou cargo não substituem dados verificáveis.

CITAÇÕES

Referências devem ser úteis ao leitor

Quando uma fonte sustenta um dado, conclusão clínica, recomendação ou alerta importante, buscamos torná-la identificável no próprio conteúdo.

A presença de uma referência não garante que uma afirmação esteja correta. O trabalho editorial inclui verificar se a fonte realmente sustenta o que foi escrito, em que população, com quais limitações e com que grau de certeza.

CIÊNCIA PARA VIVER MAIS E MELHOR

Informação clara, com contexto, evidências e responsabilidade.